À meia-luz, ouvir
Meditação, bem baixinho, na voz baixinha de João Gilberto.
Certas vezes esqueço a genialidade da Bossa Nova.
De Tom Jobim e Newton Mendonça, a música, feita em 1959, ainda conta com uma gravação rara: Tom Jobim canta a introdução e a primeira parte da letra, e depois João Gilberto entra em "Quem chorou, chorou...". Os dois cantam sobre o playback da gravação do disco de João Gilberto, com arranjo de Tom. Provavelmente, gravado do programa de "O Bom Tom", da TV Tupi Paulista (S. Paulo), no começo da década de 60.
Ouça aqui.Quem acreditou
No amor, no sorriso, na flor
Então sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais
Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver
Tudo isto se perder
E, na solidão
Procurou um caminho e seguiu
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
Pois, a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou.
A reza é forte.
Escrito por Marina Andrade 02:08
Quem assina o jornal O Globo pode ler, na segunda página do primeiro caderno, uma coluna sensacional. Escrita pelo jornalista ?, a coluna diária
Autocrítica não só corrige eventuais falhas da redação, como também enxuga frases, melhora conotação e altera palavras mal empregadas da edição anterior. Tudo destrinchado, explicado.
Bola dentríssimo.
Prato cheio para estudantes de jornalismo, jornalistas e amantes da boa Língua Portuguesa.
Escrito por Marina Andrade 05:21
Viver tem dessas coisas: de vez em quando se fica a zero. E tudo isso é por enquanto. Enquanto se vive.
Clarice Lispector.
Escrito por Marina Andrade 01:33
Desfaz o laço da fita. O hímem rompido.
Qualquer tipo de inauguração.
Sobretudo, uma inauguração.
Champagne, por favor.
Escrito por Marina Andrade 03:59