Cardiograma

Palpite e Diagnóstico. SAC: marinaandradedelima@gmail.com

sábado, 31 de dezembro de 2005

 

Balanção 2005.

Segue abaixo o balanço emocionalmente off:

1) Língua:
Dito popular: Camarão que dorme a onda leva.
Palavrão: Caralho.
Gíria: Bicho.
Palavra: Formidável.
Onomatopéia: Ô.

2) Saúde:
Amigdalite: Mais de 5.
Benzetacil: Oito.
Esporte: Basquete quinta. Pelada sexta.
Tornozelo imobilizado: Três vezes.
Sincope: Flamengo com 81% de probabilidade de ser rebaixado.

3) Artes:
Livro: "Todos os fogos o fogo". Julio Cortázar.
Filme: "Ninguém pode saber". Hirokazu Koreeda.
Show: "Tempo Tempo Tempo Tempo". Maria Bethânia.
Teatro: "Cotidiano - Sarau Chico Buarque". Cia Sótão.
Exposição: Henry Moore, no Paço Imperial.
Garimpo emocionante: "Primavera Negra". Henry Miller.
Cd: "Best of her". Etta James.

4) Boemias:
Melhor cerveja: Uma Original com o vendedor de churros da minha rua, no Mascote, boteco aqui embaixo.
Roda-de-samba: Samba do Trabalhador.
Lugar: Baixo Méier e Lapa rigorosamente empatados.
Sambão: "Ainda é tempo pra ser feliz". Com Zeca Pagodinho e Beth Carvalho cantando.

Um ano mais agradável para todos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

 

Assim como Augusto, eu.

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Versos Íntimos - Augusto dos Anjos.

 

A Auto-Estrada do Sul

Todo dia eu agradeço por ele não ter dado um fim específico ao relacionamento entre o engenheiro do Peugeot 404 e a moça do Dauphine.

Fico cá pensando nos dois, em como terminaram. Se ele foi atrás dela em Paris, se não foi; essas coisas de românticos.

Alexandre Inagaki escreveu um texto bem bacana, esquematizado, que vale a pena passar os olhos, sobre esse conto de Cortázar:
Os mistérios da rotina: uma análise do conto "A Auto-Estrada do Sul"

Para quem não conhece, é o primeiro dos oito contos do livro Todos os fogos o fogo.

Coisa bonita escrita sobre o conto, por Daniela Goulart , num debate no Orkut sobre o conto:

"Para mim, o conto é simplesmente uma metáfora do encontro. Cortázar, como sempre, parece não oferecer ao leitor uma ‘moral da história’ pré-concebida. O que aquelas pessoas farão de suas vidas, após o congestionamento, é decisão que cabe somente a elas, e não é tratada no conto. A moça do Dauphine e o sujeito do 404, por exemplo, têm tudo para continuarem juntos e parecem fazer planos para tanto (ou será esta apenas mais uma manifestação do meu otimismo/ingenuidade?). A partir de um encontro qualquer, pode surgir um vínculo entre os envolvidos, assim como pode não surgir. Se os vínculos que estabelecemos vida afora serão frágeis ou perenes, isso vai depender da vontade de quem os mantém, mas também de certo grau de contingência, é claro.
Já pensaram que o Orkut é uma Auto-estrada do Sul virtual?"

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

 

Epidemia.

Deu no Inveja de Gato, escrito por Antonia Pellegrino, mostrando que precisar de colo não é exclusividade de ninguém e que não é assim tão feio admitir.
Agradecimentos desde já.

Domingo, Dezembro 11, 2005

"É que às vezes, esse corpo tão preparado pro mundo, esse corpo que se esqueceu onde guardou a delicadeza, esse corpo máquina de enfrentar medos, cai de joelhos, como se não houvesse joelhos nem ossos nem músculos fortes ao redor desses ossos, porque embora esse corpo seja treinado pros triplos mortais de cada manhã, de carnaval ou de um dia normal, esse corpo treme, se esquiva, quer fugir do que no fundo, bem lá no fundo, onde quase nada nem ninguém chega, o constitui.

Será isso: colocar o corpo que pelo fastio das emoções convulsionadas afasta os perigos, colocar esse corpo em movimento, em direção ao próprio medo?

***

É que é muito triste você não estar aqui, e só o gato estar ao lado numa noite de chuva, frio e solidão, uma noite daquelas em que a gente percebe que o coração insiste em bater pra nos lembrar, a cada segundo, que a vida sem ele é nada.

***

Às vezes, muitas vezes, a gente só precisa de colo."

 

Hugo Palazini.

Pelos bares você faz cada amizade! E a paixão por Alanis Morissette nos aproximou, porque um belo dia ele resolveu tocar Perfect num bar repleto de micareteiros e eu cantei a letra toda, ali na minha mesinha, com a minha cervejinha. Bastou: ele puxou Ironic e eu, mais um vez, cantei junto. Trocamos algumas palavras logo em seguida, óbvio. E até hoje quando entro no bar, ele puxa logo uma canção da Alanis. Eu mando um beijo, sento, ele sorri e cantamos juntos.
Hugo faz um folk gostoso no seu violão 12 cordas estampado por adesivos do desenho South Park. Ele logo foi descoberto, começou a fazer backings - tamanha a potência do seu falsete. Agora está com sua banda, tocando em bares, abrindo shows, com repertório próprio, e eu fico orgulhosa.

Dia 23, essa sexta-feira, ele toca no 2° piso do Nova América Outlet Shopping, às 02:00. Aquelas viradas que os shoppings promovem no Natal para os cariocas ocupados que deixam tudo para última hora.

De graça.

 

Conversa fora.

Érika Rocco e eu.

marina diz:
o orkut e suas funcionalidades
marina diz:
vai entender
marina diz:
tal qual a sorte de hoje
marina diz:
é lamentável
*isn't she lovely/ isn't she pretty/ isn't she wonderful/isn't she precious...* diz:
às vezes eu morro de rir com a sorte do orkut... porque é algo tão profundo...
*isn't she lovely/ isn't she pretty/ isn't she wonderful/isn't she precious...* diz:
outro dia entrei e estava que eu era uma pessoa de grande saber
marina diz:
pois é
marina diz:
tem um que é: hoje você é uma pessoa culta
marina diz:
morro de rir
*isn't she lovely/ isn't she pretty/ isn't she wonderful/isn't she precious...* diz:
esse da pessoa culta é bom... porque ele marca a duração da cultura... só hoje, ouviu bem...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

 

Estréia nos palcos.

Cia. Sótão convoca todos para o seu mais recente espetáculo:
Uma Frase Inacabada.

Quatro histórias e muitas vidas.
Humor, ironia, autopiedade, rancor, ressentimento, deboche.
"O conteúdo político não é o mais importante. Esta é, basicamente, uma peça sobre a angústia humana."
Dia 20 de dezembro, terça-feira, às 21 horas.
Centro Cultural Suassuna - Av. das Américas, n. 2603.
Valor: R$ 5,00

A foto é do último espetáculo, Melodramas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

 

Já que é palpitação também...

Meus amigos vascaínos que me perdoem...
Mas rever esse gol agora me arrepiou profundamente:
Gol do Pet aos 43 minutos. O gol do Tri Estadual.
Só para lembrar: se o Pet não fizesse, o título seria do Vasco.
Narração de Luiz Penido, da Tupi.
Saudações rubro-negras.


terça-feira, 13 de dezembro de 2005

 

Confidências.

Há muito tempo eu faço cara feia para o Funk.
Durante os shows da Orquestra Imperial, DJ Marlboro faz suas sessions com funks eu-só-quero-é-ser-feliz. Em um show específico da Orquestra, para o Dia dos Namorados, no Canecão, Marlboro tocou um funk que o público se acabou de dançar; e eu marquei com o pé a batida.
Semana retrasada rolou no Circo Voador um show do Los Hermanos, só para convidados, e lá tinha um DJ que tocou a mesma música após o show. Mais uma vez, todos dançavam e cantavam. E, mais uma vez, marquei discretamente a batida com o pé.
O tal funk ficou na cabeça. Baixei sábado. Domingo, às 10 e pouca da manhã, sentei à mesa de um bar e bastou: imediatamente a rádio tocou a música. E agora - pasmem - tenho a letra decorada.
"Se ela dança, eu danço" composta por MC Léozinho.
"Acreditem, a história começa assim: era uma vez um MC que se apaixonou por seresta, aprendeu violão no conservatório e pediu silêncio para ouvir Bossa Nova. Até que um dia o batidão invadiu a cidade e alterou as vibrações do instrumento. Trajetória inesperada e sucesso surpreendente. Ouvindo Chico Buarque para inspirar suas letras, MC Léozinho, de Niterói, é o autor de Se Ela Dança Eu Danço, aposta do DJ Marlboro para hit do verão."
"O violão me aproximou de Caetano Veloso e Chico, que me influenciaram nas letras, na métrica e na rima. Quando ouvi a batida do funk, encaixei ali minhas melodias", diz Léozinho.
Fonte: Jornal O Dia.

Claro que não há absolutamente nada de Caetano ou Chico Buarque na letra, nos acordes, em nada. Mas que o funk desse rapaz é um delícia para dançar, é.

domingo, 11 de dezembro de 2005

 

Um pitada de sal.

meus olhos realizam a fotossíntese da tua presença. a fato assim de vasculhar teu infinito inaugura um frevo dentro de mim, mistura tanta loucura, palavras feitas de mel baião de dois e ternura. no fundo eu quero mesmo é fazer cócegas em teu coração, e depois de coçar, te coçar, te acossar a sós até você cair em exaustão. há muitos relâmpagos nas minhas tempestades. maiúsculas formas de encontros, eletromágica energia que há em tudo: nos homens, nos leopardos e nas borboletas. há muitas formas de te projetar, de te esculpir de emoções, pérola preciosa das canções. se eu quisesse eu ainda poderia convidar estrelas, pássaros e paisagens para dentro do poema, mas eu prefiro dar às palavras a dimensão da luz, do vôo da natureza dentro de você.
Frevo - Salgado Maranhão.

Salgado Maranhão entrou na minha vida por acaso. Há uns dois anos atrás, creio. Esses conferes em sebos empoeirados me trazem palavras inacreditáveis. Por 2 reais achei Punhos da Serpente (Achiamé, 1989), e dentro do livro, veja só, esse texto absurdo.
Ele não sabe é que dinheiro algum retrata fielmente tudo que me vem ao peito quando leio isso.
Obrigada, poeta.
Mais do poeta.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

 

Ele escreveu antes.

O melhor de gostar de Chico está em redescobrir o Chico.

Aquela música que você já ouviu - "ah, sim. A Rosa! Aquela que ele canta com o Djavan, né? Sei, sim. É formidável." - e escuta novamente, por acaso, num boteco, segunda-feira à noite, e vira a mais com sentido dentre todas dele.
Bobagem... Daqui a pouco eu arranjo outra dele com mais sentido ainda. Mas por agora...

Ouça "A Rosa", por Chico e Djavan, aqui.
Segue a letra abaixo.

Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some
E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa
A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
A gueixa
Que coisa mais amorosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto
Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa
A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta
Cismou de dançar um tango
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa, às pampa
Voltou toda descascada
A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa, a boa
Que coisa mais saborosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa.

 

Strangelove.

Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb.

Kubrick é tão vasto que esse filme, lançado em 1964, passa batido por muitos. Sob o título de Dr. Fantástico Ou Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba, o filme retrata uma quase Terceira Guerra Mundial. Quase. Ou seja, quem gosta de História precisa alugar esse clássico.
Dr. Fantástico é baseado no livro "Alerta Vermelho", escrito pelo ex-tenente da Força Aérea Britânica Peter George, que lançou o livro sob o pseudônimo de Peter Bryant em 1958.
Uma crítica ácida. Um humor-negro afiadíssimo. Uma das minhas paixões cinematográficas sobre a História.
Em preto e branco. Legendas amarelinhas.
O Dr. Fantástico é simplesmente sensacional.
Palmas para Peter Sales, que interpreta três papéis: Capitão Lionel Mandrake, Presidente Merkin Muffley e o próprio Dr. Fantástico.
Trailer e tudo sobre o filme aqui.

E a frase inesquecível do filme:
"Gentlemen, you can't fight in here. This is the war room!"

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

 

"Obrigada, senhores."


Lançamento do DVD do show Tempo Tempo Tempo Tempo, no Canecão, com direito a erro - branco total na letra de Minha Namorada, de Vinicius:
- Eu errei. Perdão, senhores. - disse às gargalhadas. E foi simplesmente ovacionada. Bethânia pode.
Tem mais Chico do que Vinicius, mas ninguém se importa. Ver Bethânia remexer a cabeleira (vide foto) e descalça, ao vivo, é outro papo. Canta fácil, fácil.
Li tantas críticas negativas sobre o show atual, que só posso supor que o grande erro de Bethânia foi já ter alcançado a perfeição, com Brasileirinho.
Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Eu adorei.

Trechinhos de uma entrevista concedida à revista Época, coincidências fortes:

ÉPOCA: A quantas anda sua religiosidade? Ainda continua devota do candomblé?
Maria Bethânia: Estou rezando cada dia mais. Candomblé, sim. Sou de iansã e oxum, graças a Deus. Guerreira, mais amorosa, forte, vem de Iansã. E quando abrange mais pessoas do que meu sentimento, é mais oxum.

ÉPOCA: Cerveja então é sua bebida favorita?
Maria Bethânia: Gosto de Cerveja, champanhe. Mas cerveja, como diz meu sobrinho, não precisa de nada, ela já vem prontinha, não precisa de gelo, de copo, de nada.

A íntegra da entrevista.

 

Calcanhotto+2

Adriana Calcanhotto, Kassin, Domenico e Moreno e participações de Pedro Sá e Stephane San Juan.
Quem foi pensando ouvir as conhecidas da Adriana e músicas que a Orquestra Imperial toca, perdeu a viagem. Exceto Esquadros, da Adriana, Tranqüila, que a Thalma de Freitas canta na Orquestra, a do pau: "ele tem o pau pequeno, mas isso não tem importância porque... o importante é saber fazer", do Pedro Sá e a grudenta Fico assim sem você, do falecido Claudinho e do vivo Buchecha.
Show off–circuito, repertório de músicas compostas entre os quatro.
Bacana. Mas só para quem não se importa em cantar junto.

sábado, 3 de dezembro de 2005

 

Mangueira, teu cenário é uma beleza.

Minha Estação Primeira, o que estão fazendo com você?
Quantos sambas bonitos ao longo da história...
Quem ouviu teus sambas vitoriosos e ouviu o de 2005 e 2006 sabe a diferença.
Saudades de "Me leva que eu vou, sonho meu/ atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, oi", "No fundo do mar, ê, ê/ tem um castelo que é do rei Sebastião (lá que é bão!)" e dos melhores dentre esse últimos anos: "Sinhô, Ismael, Pixinguinha/Cartola, Noel, Candeia/ Ecoa no céu, Mangueira/ Traz todo samba pra Estação Primeira", "No canto e na dança, no pecado ou na fé, vou seguir no arrasta-pé, deixa o povo aplaudir/ ao som da sanfona, vou descendo a ladeira, com o trio da Mangueira/ doce Cartola, sua alma está aqui."
Sem esquecer do bonito "É o Chico das artes, o gênio/ poeta Buarque, boêmio/ artista da palco, teatro e cinema/ malandro sambista, carioca da gema."
Yes, nós temos sambinha fraco novamente. Dois anos seguidos de samba fraco.
Será que temos que esperar a morte do Jamelão para ganharmos novamente?

 

Vai haver poesia.

"Entre mim e você,
Não sei por que,
Existe um ‘e’
Com a função de acrescer,
Mas que se põe entre a gente
Só pra me emputecer."

Fabio Feijão.
Um talentoso querido que descontrói muito bem.

Arquivos

Outubro 2005   Novembro 2005   Dezembro 2005   Janeiro 2006   Fevereiro 2006   Março 2006   Abril 2006   Maio 2006   Junho 2006   Julho 2006   Agosto 2006   Setembro 2006   Outubro 2006   Novembro 2006   Dezembro 2006   Janeiro 2007   Fevereiro 2007   Março 2007   Abril 2007   Maio 2007   Junho 2007   Julho 2007   Agosto 2007   Setembro 2007   Outubro 2007   Janeiro 2008   Fevereiro 2008   Agosto 2008  

visitante(s) online
O Cardiograma é parceiro da Agenda do Samba e Choro

This page is powered by Blogger. Isn't yours?