Cardiograma

Palpite e Diagnóstico. SAC: marinaandradedelima@gmail.com

domingo, 29 de janeiro de 2006

 

Citações falsas - Filósofos.

Inicio a série "Citações Falsas". Para quem tem bom-humor, humor-negro e o mínimo de conhecimento. Frases separadas por assuntos específicos. Depois dou os devidos créditos.
A frase abaixo explica tudo:

"Only the strong survive" - Noel Rosa

Hoje falaremos sobre os filósofos:

"As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental." - Luís de Camões
"Quem come dogão sem tudo é bichinha" - Marx
"O que é imortal não morre no final e vice-versa." - Jean Baudrillard
"Peixe é peixe, boi é boi; peixe-boi é outra coisa." - Charles Darwin
"Eu vejo na TV o que eles falam sobre o gago não é sério, o gago no brasil não é levado a sério" - Sartre
"Caracarambacaracaraô" - Platão
"Malandro é malandro, mané é mané." - Sócrates
"Um olho no peixe, outro no gato." - Sartre
"Te vira, negão!" - Mao Tsé Tung
"Me dá o seu prestígio que eu te dou o meu chokito." - Arthur Schopenhauer
"A sociedade é como um formigueiro; e não, nós não somos as formigas." - Platão
"Comi sim! E comia de novo!" - Freud, falando sobre a mãe.
"Assim ó: a primeira faz 'tchan', a segunda faz 'tchun', e a terceira 'tchan tchan tchan tchan'..."- Nietzsche
"Malandro é o gato que nasce de bigode." - Wittgenstein
"Sou flamengo e tenho uma nega chamada Rea Shaidler..." - Theodor W. Adorno
"Ela ia indo, ia indo, ia indo... e iu"- Sócrates
"Eu voltarei..." - Voltaire
"Tu tá confundindo a grande obra do mestre Picasso com a grande pica do mestre de obra" - Hobbes
"Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão." - São Tomás de Aquino
"It's raining man!" - Descartes
"Camarão que dorme a onda leva." - Nietzsche.

Até a próxima, meus caros.

 

Sinceridades na madrugada.






Indago esperançosa:
- Fabio, você acha que eu saio dessa história com a minha sanidade intacta?
Ele é um rapaz sincero:
- Não.

sábado, 28 de janeiro de 2006

 

Reapresentação dos melhores filmes de 2005.

Rolando desde o dia 24 de janeiro, o CCBB apresenta até dia 5 de fevereiro os melhores filmes de 2005. Entrada gratuita, meus queridos.
Retirado do blog Pentimento, segue a programação a partir do dia 29:

Dia 29/01 (domingo)
16h – "A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Tim Burton (EUA)
18h - "A Noiva-Cadáver", de Tim Burton (EUA)
Após a última sessão, debate com os críticos João Marcelo Mattos e Rodrigo Fonseca
Convidado: Allan Sieber (animador e cineasta)

Dia 31/01 (3ª feira)
16h – "Bom Dia, Noite", de Marco Bellochio (Itália)
18h - "Um Filme Falado", de Manoel de Oliveira (Portugal)

Dia 01/02 (4a feira)
16h – "Old Boy", de Chan-wook Park (Coréia do Sul)
18h - "Marcas da Violência", de David Cronenberg (EUA)
Após a última sessão, debate com os críticos Marcelo Janot e Mario Abbade
Convidado: Sergio Sant'Anna (escritor)

Dia 02/02 (5a feira)
16h - "Cidade Baixa", de Sergio Machado (Brasil)
18h - "Cinema, Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes (Brasil)

Dia 03/02 (6a feira)
17h - "Menina de Ouro", de Clint Eastwood (EUA)
Após a sessão, debate com os críticos Gilberto Silva Junior e Tony Tramell
Convidado: Domingos Oliveira (ator e cineasta)

Dia 04/02 (sábado)
19h – "Ninguém Pode Saber", de Hirokazu Kore-Eda (Japão)

Dia 05/02 (domingo)
16h – "A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Tim Burton (EUA)
18h - "A Noiva-Cadáver", de Tim Burton (EUA)

Bons filmes para quem for.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

 

Ano de eleição...


"Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão."

 

Fechou.

Deu no jornal O Globo, no dia 05 de janeiro, a seguinte notícia:

"Jornal ‘Q!’ pára de circular para fazer mudanças
Amanhã, o jornal vespertino “Q!” pára de circular pelas ruas do Rio. Lançado no dia 7 de novembro do ano passado com uma tiragem de 60 mil exemplares — apostando no horário da tarde e distribuição por cerca de 450 agentes em pontos de ônibus, rodoviária e metrô — o jornal ainda manterá a versão online.
— Não vamos acabar. A idéia é fazer mudanças e suspender a circulação do jornal impresso em janeiro e fevereiro. Após avaliarmos o investimento necessário para a concretização de ajustes do produto, somado aos altos custos da operação, decidimos suspender temporariamente a circulação — disse Pedro Arthur Villela Pedras, diretor-executivo do jornal.
Segundo Pedras, para manter a versão online, ficarão no jornal 18 editores."

Mas parece que acabou mesmo. Nem o site está mais no ar.
Xi. Eu lamento. A iniciativa era tão boa; e talvez por isso mesmo não tenha dado certo.
Talvez o formato não tenha ajudado, a falta de sensacionalismo, o público-alvo.
Fazer jornalismo está cada vez mais difícil.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

 

Preciso acordar pra vida.

Acabei de desferir um golpe na tela do meu computador, mais precisamente no cursor do mouse, pensando que fosse um desses bichos que volta e meia vêm atrapalhar a leitura de um texto, pousando bem na vírgula.

domingo, 22 de janeiro de 2006

 

Estudo e Carnaval.

Arranjei deliciosa missão: escolher os melhores sambas-enredo de todos os tempos.
Não gosto de nada "de todos os tempos", mas resolvi abrir esta exceção.
É difícil... Mas está, definitivamente, delicioso.
Enquanto escrevia aqui, veio um delicioso, da Mocidade Independente de Padre Miguel.
Carnaval de 1991, sobre a água: Chuê, chuá, as águas vão rolar.
Que me levou direto para o Carnaval de 1996, quando a Mocidade veio com "Criador e criatura".
A cabeça não pára de lembrar. Farei logo uns bons 3 ou 4 álbuns com os sambas por mim escolhidos. Assim que finalizado, disponibilizo aqui a lista dos sambas - enorme, por sinal, já que não quero me prender por causa de números.
Sou parcial, o que me permite passear por todas as escolas, muito embora eu seja mangueirense convicta.
Se alguém quiser opinar, e-mail para marinaandradedelima@gmail.com.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

 

Susto.

Você acorda todo animado para pegar uma praia maravilhosa, nessa calor de muitos graus, numa terça-feira quente e abafada, do dia 17 de janeiro de 2006, e quase tem um treco dentro de um ônibus.
Dentro do 457, rumando para Copacabana, estava quieta e satisfeita com o ar funcionando a todo vapor, quando, na saída do Túnel Santa Barbara, rua Pinheiro Machado em frente à sede do Fluminense, um cidadão entra no veículo com a arma apontada para nós, passageiros.
Eu era a pessoa mais próxima dele, primeiro banco, e pensei logo nas pessoas importantes pra mim, é engraçado o filme que passa na cabeça, as pessoas que protagonizam os dois segundos do filme, algumas inesperadas.
Por fim o cidadão falou: "Tá todo mundo sozinho aí?"
Nenhuma alma esboçou o menor poder de reação, todos apavorados.
"Eu sou o Coronel Fulano de Tal e a polícia recebeu uma denúncia afirmando que o 457 estava sendo assaltado". Nesse momento uns dois policiais (vestidos como policiais) armados até os dentes invadiram a porta traseira do ônibus iniciando um breve encarada nos passageiros. Mas só havia, além de mim, duas senhoras - à beira de um ataque cardíaco -, um homem que provavelmente ia trabalhar, uns rapazes a caminho da praia, mais duas ou três moças aparentemente "do bem".
"Peço desculpa pelo transtorno." E se retirou.
Ok, eu desculpo, senhor Coronel.
Mas precisava estar vestido à paisana?
E se um dos passageiros portasse uma arma e reagisse? Ele pensando que o Coronel era bandido e o Coronel pensando que ele era o bandido? Teria eu sobrado para contar história? Sei não...
O 174 fica na cabeça, não há como negar. Depois dele, o medo ficou maior.

 

Doutora Hermana.

Pior é acordar e descobrir que sua mãe é uma hermaníaca.
Fica cantarolando pela casa, letra errada, óbvio, uma faixa do último álbum dos rapazes barbudos.
A música é "Morena", composição do vocalista e guitarrista Marcelo Camelo.
Vai, é um choque. Uma senhora com meio século de vida, fã de Elis Regina e da turma da Bossa, que fuma elegantemente seu Palace e toma seus uísques sem gelo, acordar cantando "É, morena... tá tudo bem".
Eu olho estranho e ela justifica imediatamente, com um sorriso admirado: "Essa música é muito bonitinha, né?" Pois é, bicho, acontece... Antes Los Hermanos.

Ainda opina com muita propriedade: "Esses vocalistas são muito ruins. São péssimos."
Creio que na cabeça dela o ideal seria a Elis cantando, com os meninos apenas compondo e tocando, o mais distante possível dos microfones. Ela não sabe identificar as vozes, não entende muito quando eles gritam, mas se emociona com um trecho da música "O vento": Uhhhhh, se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem, então o que resta é chorar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

 

Impresso.

Raphael Vidal, editor e escritor do site Bagatelas, mandou o convite:

17/01 - 20h: Livraria da Travessa - Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema.


 

That's all.


O site Patife foi tristemente encerrado, como me avisou por e-mail o editor responsável, Jorge Rocha, pedindo ainda para divulgar o fato.
Publicando contos enviados por escritores, o Patife tinha um lema: "Canalhas em prol da Literatura". Escritores e leitores lamentam; mérito da cozinha, que não formava as panelinhas tão famosas por aí.
A convite do próprio Jorge, mandei um conto, publicado gentilmente.

Peguem uma lupa.

 

Esconderijo.

Eu arrasto uma asa enorme por São Pedro d'Aldeia, lugar que já foi melhor e mais bem freqüentado, mas não perde o charme para mim.
São Pedro me trouxe a minha pior cicatriz (para quem tiver a oportunidade, na perna esquerda). Adolescente de subúrbio carioca, adorava dar minhas pedaladas pela rua principal, que me tira de casa e me deixa na cara da lagoa. Certo ano, resolveram tacar terra ali a fim de amenizar buracos descomunais e, logo, os danos nos carros dos visitantes. Amontoaram a terra de modo que criaram ótimos obstáculos ao longo da via, morrinhos formidáveis para os desatinados de plantão. E isso me inclui. Eu passava por quantos morrinhos eu pudesse, até que um belíssimo dia eu subi, mas não desci. Rolei. Morro abaixo e uma cicatriz horrorosa e eterna. Ah, São Pedro, eu te amo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

 

Nota oficial.



Venho avisar que, sim, sobrevivi. E que minha tosse não faz esse barulho.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

 

Bonder. Super Bonder.






Queria mesmo era grudar em algumas pessoas...

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

 

Outra confidência.

Jogo algumas letras de Chico para a prosa, sozinha, só para mim, e acho o máximo.
É o caso de Dueto, feita para a peça O Rei de Ramos, de Dias Gomes. Uma letra absurda numa gravação que eu não gosto, na qual Chico canta com Nara Leão. Penso - não gargalhem - que teria feito um arranjo melhor, se estivesse a meu cargo.
Não seria mais Dueto, claro. É bonitinho os dois concordando. Mas como o mar não tá pra peixe...

"Consta nos astros, nos signos, nos búzios, eu li num anúncio, eu vi no espelho. Tá lá no evangelho. Garantem os orixás. Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas, eu fiz uma tese, eu li num tratado. Está computado nos dados oficiais.
Serás o meu amor, serás a minha paz.
Mas se a ciência provar o contrário e se o calendário nos contrariar; mas se o destino insistir em nos separar, danem-se os astros os autos os signos os dogmas os búzios as bulas anúncios tratados ciganas projetos profetas sinopses espelhos conselhos!
Se dane o evangelho! E todos os orixás. Serás o meu amor. Serás, amor, a minha paz.
Consta na pauta, no karma, na carne, passou na novela, está no seguro. Pixaram no muro. Mandei fazer um cartaz. Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis. Consta nos ovnis, no Pravda, na vodca."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

 

Armas de Jorge.


Há explicação para tudo.

Ogum foi casado com Iansã, a Orixá dos ventos, que fugiu com Xangô. Também foi casado com Oxum, a Orixá da água doce, que abandonou Ogum para se casar com Oxossi, o Orixá das matas.

Como anotou Murilão e canta Zeca:
"Eu tenho um santo
Padroeiro, poderoso
Que é meu pai Ogum
Eu tenho."

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

 

Entre as nove canções.


Às cegas, aluguei o badalado "9 Songs" por esses dias. Ainda bem que não chamei meu avô para assistir.
Talvez falem do filme, pornô, como justificam-se as atrizes que posam nuas para J.R. Duran: ah, é artístico.
Fato é que o sexo rola solto e explícito. E eu achei demasiado. Fica cansativo.
Logo eu, que tenho Henry Miller como mestre.
É bonito? Sim. A câmera é boa? Sim. O texto tem seus bons momentos? Sim. E nada mais.
Tenho curiosidade em saber a sinopse do filme.

E só de pensar que tem gente que se animou com Os Sonhadores...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

 

Mais choques?

Já está aí pelos cartazes nos pontos de ônibus.
Depois de Regurgitofagia, o elétrico Michel Melamed exibe para o público a segunda parte da Trilogia Brasileira: o espetáculo Dinheiro Grátis estréia dia 6, sexta-feira, e vai até o dia 29/1, quinta, sexta e sábado, 21h, e domingo, 19h30.
É poesia, crítica social, deboche, sarcasmo, humor-negro, no mesmo tom de experimentalismo apresentado em Regurgitofagia.
Expansivo e megalomaníaco, vejamos agora como ele está.

R$ 3 (comerciários), R$ 6 (classe artística), R$ 12.
Classificação: 14 anos.
Sesc Copacabana. Rua Domingos Ferreira, 160.

 

Almodóvar nas férias.

Festival Pedro Almodóvar.
Almodóvar é o cineasta espanhol mais aclamado internacionalmente, seus filmes impõem uma estética agressiva, de cores fortes, em que a direção de arte afirma-se a cada enquadramento.

Segue a programação:

. 4/1, 16h - Tudo sobre Minha Mãe - Na noite em que seu filho morre em acidente, Manuela lê as últimas linhas que ele havia escrito, que falavam do desejo que tinha de conhecer seu pai. Ela decide ir a Barcelona em busca do pai biológico do filho, um travesti que sequer sabe tê-la engravidado. Com Cecília Roth, Marisa Paredes e Penélope Cruz. Espanha, 1999.

. 5/1, 16h - Carne Trêmula - Entregador de pizza apaixonado por bela jovem entra clandestinamente no apartamento dela e, durante uma discussão, atira acidentalmente num policial, que fica paralítico. O futuro dos três volta a se entrelaçar mais tarde. Com Javier Bardem, Francesca Neri e Liberto Rabal. Espanha, 1997.

. 11/1, 16h - Fale com Ela - Em um hospital, dois desconhecidos cuidam, cada um, de uma mulher em coma, até se conhecerem e terem seus destinos entrelaçados. Com Javier Câmara, Darío Grandinetti e Geraldine Chaplin. Espanha, 2002.

. 12/1, 16h - Ata-me! - Após receber alta de um hospital psiquiátrico, rapaz deseja reencontrar a estrela de filmes eróticos com quem, há muito tempo, passou uma noite. Após o descaso dela, ele decide raptá-la. De Pedro Almodóvar, com Antonio Banderas e Victoria Abril. Espanha, 1989. 16h.

. 18/1, 16h - A Flor do Meu Segredo - Após enfrentar problemas em seu casamento, uma romancista pára de escrever e começa a beber cada vez mais. De Pedro Almodóvar, com Marisa Paredes, Juan Echanove e Carmen Elias. Espanha, 1985.

. 19/1, 16h - Má educação - Vinte anos mais tarde, garoto que sofreu abusos sexuais em um colégio interno católico reencontra aquele que era sua grande paixão na época. De Pedro Almodóvar, com Gael Garcia Bernal e Leonor Watling. Espanha, 2004.

. 25/1, 16h - Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos - Em plena crise afetiva, uma atriz de TV tem sua casa invadida pela esposa de seu amante, o filho dele e a namorada e, ainda, uma amiga que está às voltas com um terrorista. De Pedro Almodóvar, com Carmen Maura e Antonio Banderas. Espanha, 1988.

. 26/1, 16h - Kika - Kika é uma maquiadora que vive com o desejo de conseguir resolver todas as catástrofes da sua vida. Com Verónica Forqué, Peter Coyote e Victoria Abril. Espanha, 1993.

Grátis.
Classificação: 16 anos.
Sesc Tijuca.

Uma boa para quem perdeu um filme ou outro dele.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

 

Retratos da virada.

De um amigo ligeiramente confuso:
- Olha lá o Reynaldo Gianecchini e a Gabrília Mariela.

Bebe mesmo...

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