Cardiograma
Palpite e Diagnóstico. SAC: marinaandradedelima@gmail.com
sexta-feira, 31 de março de 2006
Sarau da Mentira.
Mentiras Urbanas
Liberte sua mentira de ser uma verdade. Um sarau de música, poesia e performance sobre a mentira nossa de cada dia está te esperando, traga sua mentira: cabeluda; sincera; lavada e deslavada; com perna curta.
Tragam todas elas: as malcriadas; as indolentes; as sutis; as terríveis e também as piedosas...
Dia 1° de abril, na Livraria Le Bon Sebon. Rua Conde de Bernadote 26, loja 107, às 19h. Grátis.
Escrito por Marina Andrade 21:32
Saúde dos doentes

Ainda estou tomando antibiótico.
Favor não me convidar para
uma cervejinha amanhã, Marina. Nem para
aquele chopinho que já está esquentando.Ou para
o bar que abriu aqui na esquina, a garrafa tá 2,00 só.Tampouco para a
minha chopada de Zootecnia da Rural, 10 pratas, Nina.Muito menos pra
aquele churrascão regado na casa do Pedrinho.Entederam, né?
E tem mais: cerveja sem álcool de Kronenbier é rola.
Agradeço.
Escrito por Marina Andrade 19:32
quinta-feira, 30 de março de 2006
Convite

Rubem Fonseca, leituras, bate-papos, o charme do Paço e cervejinha gelada. Coisa boa do
Bagatelas, sábado. Grátis.
Escrito por Marina Andrade 03:19
quarta-feira, 29 de março de 2006
Ler antes de pedir/aceitar
"Casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo. A mais linda, a mais amada, respeitada, cuidada... A mais bem comida. E a pessoa mais namorada do mundo e a mais casada. E a mais festas, viagens, jantares... Casa comigo que te faço a pessoa mais realizada profissionalmente. E a mais grávida e a mais mãe. E a pessoa mais as primeiras discussões. A pessoa mais novas brigas e as discussões de sempre. Casa comigo que te faço a pessoa mais separada do mundo. Te faço a pessoa mais solitária com um filho pra criar do mundo. A pessoa mais foi ao fundo do poço e dá a volta por cima de todas. A mais reconstruiu sua vida. A mais conheceu uma nova pessoa, a mais se apaixonou novamente... Casa comigo que te faço a pessoa mais 'casa comigo que te faço a pessoa mais feliz do mundo."
Texto extraído do livro Regurgitofagia, escrito por Michel Melamed.
Escrito por Marina Andrade 03:03
terça-feira, 28 de março de 2006
Partidos altíssimos

O Soulseek é uma maravilha. Felipe, amiguinho de lá, permitiu que eu baixasse 3 álbuns do Nei Lopes.
Sorrindo à toa, à toa.
Escrito por Marina Andrade 15:28
Lá fora está chovendo
Desde 1971, Tom já denunciava essas águas de março que fecham o verão.
Escrito por Marina Andrade 09:53
segunda-feira, 27 de março de 2006
Exercício bacana de fuxico no site da Isto É. Revelaram a identidade de algumas musas e musos inspiradores.
Joana Francesa - de Chico Buarque: inspirada na personagem interpretada pela atriz francesa Jeanne Moreau, no filme homônimo de Cacá Diegues.
Luíza - de Tom Jobim: composta para Vera Fischer, que, na ocasião, interpretava a personagem Luíza na novela Brilhante, da rede Globo.
Menino do Rio - de Caetano Veloso: o "menino do Rio" é o surfista Peti.
Lygia - de Tom Jobim: a musa era Lygia Marina de Moraes. Jobim negou durante anos a identidade dela por respeito ao escritor Fernando Sabino, com quem ela era casada. Em 1994, quando o casal se separou, ele se sentiu à vontade para revelá-la.
Drão - de Gilberto Gil: a ex-esposa de Gil, Sandra Gadelha, ganhou o apelido Drão da cantora Maria Bethânia. A canção foi feita depois da separação do casal.
Escrito por Marina Andrade 10:52
Amor I love you

Marisa Monte tem um beleza de voz, mas cantora esperta que é, lançou logo dois álbuns, ganhou tremenda atenção e agradou grego e troiano. Pegando o embalo do resgate das raízes, gravou
Universo ao meu redor, um senhor álbum, belas composições, com direito a um Paulinho da Viola que diz:
Eu não sei o que é que você tem/ que não me beija nem me procura e um BrownAntunesMonte, "O bonde do dom".
Marisa não é só grande portelense que brinca de gravar samba. Ela sabe das coisas e o faz com grande competência. Arrisco dizer que depois de
Barulhinho bom Marisa não tinha conseguido nada à altura, exceto a gravação de "Para ver as meninas", de Paulinho da Viola, no álbum
Memórias, crônicas e declarações de amor. Ela ainda cismou com essa coisa de Tribalistas...
Ah, o outro álbum é
Infinito Particular, mas eu juro que nem pretendo ouvir.
Escrito por Marina Andrade 02:44
Fante filmado.

John Fante teve outro livro filmado.
Desta vez, o clássico
Pergunte ao Pó, de 1939, previsto para estrear em 2005 e só agora na telona. Fato é que Fante foi auxiliado por aqui no Brasil pelo tradutor - nada mais nada menos que Paulo Leminski.
Título homônimo,
Ask the dust retrara Arturo Bandini (Colin Farrell), aspirante a escritor e todas as dificuldades e sonhos acarretados, personagem também de outros 3 livros de Fante:
Espere a primavera, Bandini - primeiro livro filmado,
Sonhos de Bunker Hill e
O caminho de Los Angeles.
Fante, assim como Jorge Luis Borges, ficou cego e não parou. Ditando para a mulher, ainda publicou livro. Morreu em 1983, aos 74 anos.
Hoje é cultuado e considerado, embora não seja de fato, um dos membros da geração Beat, junto a Kerouac, Ginsberg, Bukowski e Burroughs.
Um bom motivo para comer pipoca.
Escrito por Marina Andrade 02:03
terça-feira, 21 de março de 2006

Imperiana, primeira mulher a compor samba-enredo, integrante do antológico Esquina Carioca, das rodas do Teatro Opinião e que junto a Hermínio Bello de Carvalho, Délcio Carvalho, Jorge Aragão e Paulo César Pinheiro só fez samba bom. Só depois de "Sonho meu", gravada por Gal e Bethânia, Dona Ivone Lara foi reconhecida. Tardio, mas absoluto. Ainda que haja aquela história afirmando que o samba-enredo
Os cinco bailes da história do Rio, composto por Silas de Oliveira, Bacalhau e Dona Ivone Lara, só tenha levado a assinatura dela - e a voz, quando gravado por ela.
Mas tudo isso porque dia 25 de março Dona Ivone será homenageada no roda do Renascença, rua Barão de São Francisco, 54. Andaraí.
Escrito por Marina Andrade 09:40
Lispector, Clarice

Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.
Escrito por Marina Andrade 09:00
segunda-feira, 20 de março de 2006
Raros dele.

Especializaram-se em achar livros do Henry Miller e me repassar - pelo preço encontrado.
Iniciei a saga quando buscava desesperadamente "Primavera Negra" e encontraram para mim. Além dele, "Pesadelo Refrigerado" foi no mesmo esquema - bate o olho, compra e negocia com a Marina. Antes deles, ganhei "Trópico de Capricórnio", "Sexus" e duas preciosidades: a primeira publicação norte-americana de "Plexus" e de "Nexus", diretamente do Canadá, respectivamente o segundo e terceiro livros da trilogia A Crucificação Encarnada (ou Crucificação Rosada, dependendo da tradução). "Trópico de Câncer" foi roubado da biblioteca da minha tia, coitada, que nunca mais viu o livro e "O Mundo do Sexo" foi sorte minha em Copacabana. Agora, a moça que me passou "Pesadelo Refrigerado" conseguiu "Dias de Paz em Clichy" e "O Colosso de Marússia". Amargo até hoje ter visto "Opus Pistorum" e não ter levado.
Angariados:
Trópico de Câncer;
Primavera Negra; Trópico de Capricórnio; O Colosso de Marússia; Pesadelo Refrigerado; Sexus; Plexus; Nexus; Dias de Paz em Clichy e
O mundo do sexo.Para filantropia ou negócio: Opus Pistorum; Crazy Cock; Moloch (ou
Moloc); O Sorriso aos Pés da Escada; A Sabedoria do Coração; Um Diabo no Paraíso; Sexteto; Tempo dos Assassinos; Big Sur e As Laranjas de Hieronymus Bosch e
O Olho Cosmológico.E enquanto me desdobro para conseguir os livros, ele fica ali, só passeando de bicicleta...
Escrito por Marina Andrade 03:59
domingo, 19 de março de 2006
Errata
Entre minha casa e o bar tem é uma Igreja Internacional da Graça de Deus.
Internacional, Universal... A pessoa confunde o alcance, ué.
Escrito por Marina Andrade 23:52
sábado, 18 de março de 2006

Dia desses, desolada durante um engarrafamento na Praça da Bandeira, olhei para o lado em busca de uma luz e lá estava um convite. Era por volta de 13h.
"
Sessão do descarrego, às 15h. Grátis."
Pensei seriamente em entrar.
Já não é a primeira vez que a Igreja Universal do Reino de Deus me aparece em momentos caóticos. Belo dia, eu estava muito triste e decidida a afogar as mágoas na cerveja. No entanto, entre minha casa e o bar situa-se uma Universal. E, assim que passei em frente, na porta da igreja, rumo ao bar, as portas se abriram. Sozinhas. Tenho testemunhas.
Legenda da foto, retirada da revista Época:
CATARSE Nas sessões de descarrego da Igreja Universal, o fiel em transe é levado ao púlpito. O pastor puxa o seguidor pelos cabelos e interroga o suposto espírito diante de uma platéia extasiada.
Escrito por Marina Andrade 01:31
quarta-feira, 15 de março de 2006
Ménage a trois.
Simplesmente Cartola - Exposição permanente e gratuita com a obra, fotos, documentos e objetos pessoais.
Centro Cultural Cartola: Rua Visconde de Niterói, 1.296, Mangueira. De segunda a sábado. 9h às 18h.
O melhor do fotojornalismo - 65 fotos que faturaram o Esso. Até dia 30 de abril.
Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco, 241, Cinelândia. Terça a domingo. Meio-dia às 19h.
Erótica - Os sentidos na Arte - 108 obras diversas. De Pablo Picasso a artistas novos. Até dia 30 de abril.
CCBB: Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Terça a domingo. 10h às 21h.
Escrito por Marina Andrade 15:15
I guess I'll die another day.
Já deve ter mais de duas semanas que a tosse não me larga. Vou preparar meu testamento.
Para você, meu sensacional fígado. E para você,
take what you need, huh?
Escrito por Marina Andrade 15:04
sábado, 11 de março de 2006
Vozes.

Parei parcialmente com a implicância.
Mas, entenda, pra quem ouve Sarah Vaughan, Etta James, Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Nina Simone fica difícil escutar uma voz negra nova, procurar a dona e dar de cara com uma loirinha lindinha que nasceu em 1987. Implicância à primeira vista.
Continuo rindo das letras, mas admito que Joss Stone tem uma voz digna.
So I can finally breathe...Sim, Diana Krall também é loira e linda, veio com um jazz excelente, anda comercial, mas aquela voz e aquele pianinho continuam muito competentes.
No time das implicâncias ainda entra a Norah Jones.
Ainda não entendi que apito ela toca.
Escrito por Marina Andrade 16:06
Fátima Caeiro Reis de Campos.
Ontem, quando fui dormir, acendi a luz do quarto de modo que eu não desse topadas nas quinas do quarto. Doutora, já dormindo há tempos, em transe profundo, sussurou:
- Essa luz me incomoda
deveras.
Não agüentei e às gargalhadas:
- Como, mãe? "Deveras"?! Agora você deu pra virar poeta quando sonolenta? Pensei que a última criatura a dizer isso tivesse sido Fernando Pessoa.
Tudo isso pra mostrar como associo
deveras a ele. Impressionante. Foi imediato.
Daquele trecho manjado: O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente.
Escrito por Marina Andrade 03:00
sexta-feira, 10 de março de 2006
Tédio em melodia.
Ela é breve, ela diz em três frases.
Poesia com estirpe, elegância, síntese e outras coisas que a gente não encontra mais.
Diretamente da primeira safra. Em 2004.
Últimas conseqüênciasCiúmes.
Me feres com

tuas garras
vãs e vermelhas
vadia pecadora.
O desejo, ebulição
do toque de bocas
quando te provo os seios
e me despes sem medo.
Volátil sensação
que abre as portas
de um paraíso
condenado.
Ah! Como queres ser minha,
me concedes qualquer coisa
e eu cuspo, ignoro
e te uso quando posso.
Então sufocas meu desejo,
castras meus impulsos.
O ódio da amante
que ímpar agoniza.
- O que te fere, eu sei,
não é a minha mão
a espremer-te a garganta;
mas é a sede que me causas
e que me deixa seca e louca.
Escrito por Marina Andrade 03:34
quarta-feira, 8 de março de 2006

Essa voz.
Macy Gray resolveu ocupar meus ouvidos. E eu permito.
Games, changes and fears
When will they go from here?
When will they stop?
I believe that fate has brought us here
And we should be together, babe
But we're not
I play it off, but I’m dreaming of you
And I’ll try to keep my cool, but I’m feelin’
I try to say goodbye and I choke
Try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it’s clear
My world crumbles when you are not near Trecho de I try.
Sugestão de repertório. Acata quem tem juízo.
O
I need your touch e o
of your love dela já valem a música toda.
Escrito por Marina Andrade 04:47
segunda-feira, 6 de março de 2006
Vagas.

Yuri Sardenberg pode estar em qualquer lugar do mundo.
Desde que sempre acompanhado de sua Canon EOS 20D.
O negócio dele é fotografia, surf e mochila nas costas, unindo trabalho e lazer, mirando o que é belo. Principalmente ondas.
Itacoatiara, Itaúna, Prainha, Califórnia, não importa.
www.yurisardenberg.com
Escrito por Marina Andrade 21:16
domingo, 5 de março de 2006
Daspu
Desde o início simpatizei com a idéia. Depois da guerra com a Daslu então...
Minha nova aquisição.

Em breve desfilarei com minha PU da vida mostarda tamanho M. Quem viver verá.
Escrito por Marina Andrade 05:10
Goes to

Oscar.
Dia de se divertir com a tradução simultânea da Globo e com as escolhas da Academia.
A maior aposta brasileira de candidato a Melhor Filme Estrangeiro,
Dois filhos de Francisco, aquele filme que não vi e não gostei, não foi selecionado para concorrer. Dizem por aí que nos resta torcer para o Fernando Meirelles e seu
Jardineiro Fiel, filme que também não vi e não gostei. Se o Fernando ainda estivesse concorrendo na categoria de Melhor Diretor ou
Jardineiro Fiel na categoria de Melhor Filme, eu talvez até fizesse uma torcida mental interina, muito interina. Mas nem isso...
Mamãe assiste ao Oscar para criticar os vestidos das atrizes.
Na foto: O mimo e Halle Berry, a típica atriz boa, muito emocionada, coitadinha...
Escrito por Marina Andrade 04:34
sábado, 4 de março de 2006
Eyes wide shut.

O povo fala tanto de Eva Green, Natalie Portman, Scarlett Johansson...
Ainda sou mais a quase quarentona Nicole Kidman.
Escrito por Marina Andrade 03:33
sexta-feira, 3 de março de 2006
Maledetos.

"Quero luas pratamorosas já nela e beijos-selos-lógicos-imperfeitos".
Dizem que os escritores malditos morreram. Balela. No fundo, no fundo, sobraram dois e suas carcaças latentes de exagero. Um é Leonardo Rossato, o homem das piruetas, cambalhotas e alegorias de linguagem - e calhou de virar meu amigo. Um Bukowski mais sentimental, caso isso seja possível. Outra sou eu depois de umas 4 vodcas, que é quando incorporo o Henry Miller num vestidinho, maquiagem deliciosamente borrada e rezando pra não chover senão estraga a escova. Mas sem aglutinações e hífens.
Degolamos a saudade hoje. Resolvi apresentá-lo.
Porque baixaria estrategicamente camuflada, poética e bem escrita é artigo de luxo.
- Preciso de uma foto sua com pose de escritor maldito.
- Serve pornô?
Escrito por Marina Andrade 04:43
quinta-feira, 2 de março de 2006
"De noite ardo."

O que faz arder em Poética.
Alguns versos de "A brusca poesia da mulher amada" I e II.
I
Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente...
A mulher amada é como o pensamento do filósofo sofrendo
Mas quem é essa misteriosa que é como um círio crepitando no peito?
Essa que tem olhos, lábios e dedos dentro da forma inexistente?
Oh, a mulher amada é como a onda sozinha correndo distante das praias
Pousada no fundo estará a estrela, e mais além.
II
A mulher amada carrega o cetro, o seu fastígio
É máximo. A mulher amada é aquela que aponta para a noite
E de cujo seio surge a aurora.
Não há solidão sem que sobrevenha a mulher amada
Em seu acúmen. A mulher amada é o padrão índigo da cúpula
E o elemento verde antagônico. A mulher amada
É o tempo passado no tempo presente no tempo futuro
No sem tempo. A mulher amada é o navio submerso
É o tempo submerso, é a montanha imersa em líquen.
É o mar, é o mar, é o mar a mulher amada
E sua ausência. Longe, no fundo plácido da noite
Outra coisa não é senão o seio da mulher amada
Nada a não ser a mulher amada necessariamente amada
Quando! E de outro não seja, pois é ela
A coluna e o gral, a fé e o símbolo, implícita
Na criação. Por isso, seja ela! A ela o canto e a oferenda
O gozo e o privilégio, a taça erguida e o sangue do poeta
Correndo pelas ruas e iluminando as perplexidades.
Vinicius de Moraes.
Escrito por Marina Andrade 06:04
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