Cardiograma
Palpite e Diagnóstico. SAC: marinaandradedelima@gmail.com
quarta-feira, 31 de maio de 2006
- O confronto final.

Agora a cura para a mutação foi descoberta a partir do poder de um menino e Magneto fica aborrecido. Paralelo a isso, Jean Grey, a mutante mais poderosa dentre todos os mutantes, que outrora sacrificou a vida pelos X-men amigos, ressurge como Fênix que é. Só que como a Fênix Negra. Má, muito má. E sem controle algum de sua personalidade e de todo seu poder.
E parece que vem o 4 por aí.
Escrito por Marina Andrade 01:28
domingo, 28 de maio de 2006
Dia 29 de maio.
Escrito por Marina Andrade 00:36
sexta-feira, 26 de maio de 2006
Autora displicente se justifica:
Escrito por Marina Andrade 05:46
terça-feira, 23 de maio de 2006
Lenine

Sábado passado, dia 20 Lenine encerrou os trabalhos do álbum InCité, na Fundição Progresso.
Paguei felizes 20 reais para ouvir
Alzira e a torre, Todas elas num só ser, Relampiano, Paciência, Hoje eu quero sair só, Candeeiro encantando, Lavadeira do rio, Dois olhos negros, Que baque é esse, Do it e
JackSoul brasileiro.Lenine é ótimo, e tem seus truques, como por exemplo as misturebas com Jorge Ben Jor, que animam e resgatam o público da distração durante músicas obscuras, e os músicos que o acompanham, sempre perfeitos.
E o lamento fica pela exclusão de
A medida da paixão e essa coisa de não tocar
Meu plano, música tão linda. Mas aí é pedir muito, admito.
No mais, formidável. Agora é aguardar o próximo ato.
Escrito por Marina Andrade 03:51
segunda-feira, 22 de maio de 2006
Raspadinha hoje.

Diálogo travado entre mim e minha consciência:
- Só uma. De repente eu tiro algum 1,50.
- Tá, tá bom.
Nada.
- Vai, só mais uma...
- Você também disse antes que seria uma.
- Moço, me vê mais uma da mesma.
60 reais.
Escrito por Marina Andrade 17:32
sábado, 20 de maio de 2006
Poesias embaladas para presente

Um Beijoque tivesse um blue.
Isto é
imitasse feliz a delicadeza, a sua,
assim como um tropeço
que mergulha surdamente
no reino expresso
do prazer.
Espio sem um ai
as evoluções do teu confronto
à minha sombra
desde a escolha
debruçada no menu;
um peixe grelhado
um namorado
uma água sem gás
de decolagem:
leitor embevecido
talvez ensurdecido
"ao sucesso"
diria meu censor
"à escuta"
diria meu amor
Ana Cristina Cesar, que foi escrever noutro lugar em 1983.
Escrito por Marina Andrade 12:09
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Faz favor, né, Brasil?
quinta-feira, 18 de maio de 2006
Dentro de Morangos Mofados, Caio F.
silêncio.- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Mesmo quando não estiverem mais juntos.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe e devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
silêncio.
Escrito por Marina Andrade 08:03
terça-feira, 16 de maio de 2006
Lançamento - livro.
Ramon Mello, ator, estudante de jornalismo e colunista encarregado de resenhas literárias para a revista Suite Rio, lança seu primeiro livro - Tumorgrafias... E outras seqüelas -, hoje, às 20h, no Odeon BR.

Coquetel bacana, com leituras dramatizadas e DJ, para o rebento recheado de contos e crônicas.
Escrito por Marina Andrade 04:04
domingo, 14 de maio de 2006
Doutora
Escrito por Marina Andrade 22:48
Jesus-me-abraça

Repertório para esclarecer os caminhos. Show muito do bom. Recomendo Los Hermanos. Perdeu? Dia 06 de junho, no Circo Voador, tem mais.
Escrito por Marina Andrade 20:44
quinta-feira, 11 de maio de 2006
As primeiras linhas dele

Estou vivendo na Villa Borghese. Não há um resquício de sujeira em parte alguma, nem uma cadeira fora do lugar. Estamos completamente sozinhos aqui e estamos mortos.
Ontem à noite, Bóris descobriu que estava com chatos. Tive de raspar-lhe as axilas e mesmo depois disso a coceira não passou. Como pode alguém adquirir chatos num lugar bonito como este? Mas isso não tem importância. Talvez nunca nos tivéssemos conhecido tão intimamente, Bóris e eu, se não fossem os chatos.
Bóris acaba de oferecer-me uma síntese de suas idéias. É um profeta meteorológico. O tempo continuará ruim, diz ele. Haverá mais calamidades, mais morte, mais desespero. Não há a menor indicação de mudança em parte alguma. O câncer do tempo está-nos comendo. Nossos heróis mataram-se ou estão se matando. O herói, então, não é o Tempo, mas a Ausência de Tempo. Precisamos acertar o passo, em ritmo acelerado, em direção à prisão da morte. O tempo não vai mudar.
Estamos no outono do meu segundo ano em Paris. Mandaram-me para cá por uma razão que ainda não consegui compreender.
Não tenho dinheiro, nem recursos, nem esperanças. Sou o mais feliz dos homens vivos. Há um ano, há seis meses, eu pensava ser um artista. Não penso mais nisso. Eu sou. Tudo quanto era literatura se desprendeu de mim. Não há mais livros a escrever, graças a Deus.
E isto então? Isto não é um livro. Isto é injúria, calúnia, difamação de caráter. Isto não é um livro, no sentido comum da palavra. Não, isto é um prolongado insulto, uma cusparada na cara da Arte, um pontapé no traseiro de Deus, do Homem, do Destino, do Tempo, do Amor, da Beleza.... e do que mais quiserem. Vou cantar para você, um pouco desafinado talvez, mas vou cantar. Cantarei enquanto você coaxa, dançarei sobre seu cadáver sujo...
Para cantar é preciso primeiro abrir a boca. É preciso ter um par de pulmões e um pouco de conhecimento de música. Não é necessário ter harmônica ou violão. O essencial é querer cantar. Isto é, portanto, uma canção. Eu estou cantando.
É para você, Tânia, que estou cantando. Desejaria poder cantar melhor, mais melodiosamente, mas então talvez você jamais consentisse em ouvir-me. Você já ouviu outros cantarem e permaneceu fria. Cantavam bonito demais ou não cantavam suficientemente bonito.
Do livro Trópico de Câncer.
Escrito por Marina Andrade 17:06
Horóscopo
Circula pela internet o dito verdadeiro horóscopo. Hoje me enviaram.
Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro)
Você é o pior de todos. Você é desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, vagabundo, frio, cruel, antiético, sem caráter, traidor, orgulhoso, pessimista, racista, egoísta, materialista, falso, malicioso, mentiroso, invejoso, cínico, ignorante, fofoqueiro e traiçoeiro. Você é um canalha completo. Só ama sua mãe e a si mesmo. Aliás, alguns de vocês não amam nem a mãe. Você é imprestável e deveria ter vergonha de ter nascido. Escorpianos são tiranos por natureza. São ótimos nazistas ou fascistas. Adora pisar os outros e tem um orgasmo quando vê alguém no buraco. Pelo bem dos outros signos do zodíaco, os escorpianos deveriam ser todos exterminados.
Agradecida.
Escrito por Marina Andrade 01:06
quarta-feira, 10 de maio de 2006
O lugar dele
Você escreve, Val. Você é um escritor. Eu cuido de todo o resto. June Valentine Smith.
Mudei a máquina de escrever para o aposento ao lado onde posso ver-me no espelho enquanto escrevo.
Henry Valentine Miller.
Um dia ainda desembarco em Big Sur, Califórnia, e vejo de perto.
Escrito por Marina Andrade 04:05
terça-feira, 9 de maio de 2006
Ô, sorte.

Uma das minhas maiores alegrias foi ano passado, quando tive o inestimável prazer de conhecer Wilson das Neves, baterista de Elis Regina e Chico Buarque, acervo humano do samba, mestre do ritmo, classe no ofício, cantor e compositor, imperiano alviverdíssimo, que hoje toca e dá canja na Orquestra Imperial. Lembro que ele me beijou o rosto, e pedi que eu tocasse suas mãos, para, quem sabe, captar por osmose parte aquela destreza e técnica. Ele me estendeu as duas mãos e, elegante, disse: "Não faça isso, sou capaz de te pedir em casamento." Sorri: "Não faça isso, sou capaz de aceitar."
E fomos conversando, falando de bateria, Chico, e soltou:
- Eu venho aqui (Orquestra Imperial) brincar com essa moçada. Bom mesmo é quando o Chico faz show. Aí é que o dinheiro entra.
Escrito por Marina Andrade 03:30
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Café das Idéias Inesgotáveis
O café é um encontro/debate entre diretores, atores, escritores e outros artistas com o público em geral. Ao invés de um debate formal, com mesa, microfone, pedido para fazer pergunta, palco e platéia, tudo acontece no próprio café.
Logo mais, o escritor Sérgio Sant'Anna, os atores Tonico Pereira, Carlos Gregório e Lorena da Silva, o diretor teatral Michel Bercovitch, o roteirista David França Mendes, além de todo o elenco da peça O Beijo no Asfalto, que está em cartaz no Laura Alvim, em Ipanema, falam sobre Nelson Rodrigues.
O evento começa às 19h30 com Tonico Pereira e Lorena da Silva fazendo uma leitura dramatizada de uma cena de
Toda nudez será castigada. Em seguida, começa o debate no próprio café.
No Odeon BR, com entrada franca.
Escrito por Marina Andrade 14:41
sábado, 6 de maio de 2006
Samba fotografado.

Beth Carvalho, lindíssima, e Cartola, todo bobo.
Escrito por Marina Andrade 23:38
Na contracapa
Nessa hora e meia, a gente vai falando do jeito da gente. Os tempos da ingenuidade. Da desatenção. Do não saber de nada. Do susto que se tomou ao se conhecer quase nada. Dos tempos da quixotada. Dos restos de amadorismo. Do amadurecimento. Da raiva.
Essas coisas todas que foram transformando a gente. Que hoje tem o mesmo riso, faz a mesma algazarra, gosta de cachaça, etc... Mas, que melhorou o jogo de cintura, aprimorou o físico, desenvolveu o faro. Além de ter aprendido a prender a respiração quando o cheiro não é dos melhores.
O concerto é isso aí. Devagarinho vai se levando. Pra no final, a esperança ser posta na berlinda, de novo. Esperança de vida nova. Esperança que pinta, mas já com a certeza de que a gente tem que cavar. Tem que tomar. Na marra. Rindo. Se possível.Elis
Escrito por Marina Andrade 15:30
sexta-feira, 5 de maio de 2006
Los na Fundição - motivo quarto.
Quatro motivos, um por semana, todas as sextas.
Os pássaros
(Rodrigo Amarante)
Eu aflito e só, confuso e sem você por aqui
Assim eu sonhei, mas isso eu não quis
Que diferença, o dia se fez assim
Não, um conflito, um nó
Eu difuso enfim
Os pássaros vêm me levar aí
Visitar o céu
E pra ver você levantando o véu pra mim
Mas eles só me vêem quando eu já não sei se eu estou são
O que é um sonho ruim? E o que é um sonho bom?
Que diferença, a vida é igual. É assim.
Eu não sei, eu não sei...
Eu não sei se isso é você, que bate aí
Se é pra eu te ver, então deixa eu dormir.
Amarante.
Escrito por Marina Andrade 02:36
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Quod erat demonstrandum
O que devia ser demonstrado.
Escrito por Marina Andrade 02:00
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Minibio
Relendo um texto meu publicado em um site, recordei com imenso prazer quando me pediram que escrevesse uma biografia curtinha, coisa para identificar o autor, listar obras, feitos e que tais. Escrevi:
Marina Andrade, além de desempregada, é observadora. Por essas duas razões escreve.
Escrito por Marina Andrade 12:30
terça-feira, 2 de maio de 2006
JB no Renascença ontem

Escrito por Marina Andrade 17:00
segunda-feira, 1 de maio de 2006
Trabalho muito. Uh.
Escrito por Marina Andrade 13:38
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