Cardiograma

Palpite e Diagnóstico. SAC: marinaandradedelima@gmail.com

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

 

De quando Sérgio Cabral passou pela minha rua...

Tinha hora pra acabar o corpo-a-corpo do candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, no bairro mais importante do subúrbio carioca, o Méier. Por formidável acaso do destino, a autora deste blog, eu, estava na cama aguardando minha total recuperação de uma cirurgia ocorrida no dia anterior, quando meus ouvidos atentos detectaram buzinaços e gritos...
Com muita dificuldade, consegui, com a ajuda preciosa de outros braços, me erguer até a janela e pedi que fotografassem a passagem do candidato pelo meu prédio.

Ele vinha acenando para as pessoas na rua, para as pessoas nas sacadas e nas janelas, muito simpático, a fim de ganhar votos por eficiência dentária, só pode. Em vermelho, o candidato e a mão de um companheiro apontando para mim.

Muito emocionada, ergui as duas mãos espalmadas com a saúde que me restava, balançando-as de um lado para o outro a fim de chamar a atenção do candidato. Perfeito. O candidato felicíssimo com o estusiasmo de uma eleitora, fez acenos mil, sinais de positivo com os polegares, numa emocionante demonstração de confiança e interação com seu eleitorado. Ao notar que estava sendo fotografado, alertou os colegas dentro do carro e todos posaram sorridentes para a foto.


Peço que reparem nesse senhor negro, de camisa amarela, repetindo o meu gesto. Duas mãos espalmadas. 10. Sérgio Cabral, como podem notar no carro, é 15. 10 é Crivella. A autora deste blog simplesmente sorria às gargalhadas, rindo-lhes na cara, gritando Crivella e acenando o número 10. Foi realmente muito divertido.


domingo, 27 de agosto de 2006

 

Identidade, CPF, Habilitação,


Credicard, American Express Card, 15% de desconto num motel vagabundo e Bebedores Oficiais de Antarctica.

sábado, 26 de agosto de 2006

 

Ford Mobility - 3 anos de tranqüilidade

Minha Pajero 2007 branca modelo Ford Fiesta Street 2004 1.0 resolveu me dar dor de cabeça novamente. Dessa vez, resolveu se despedaçar no vão central da Ponte Rio-Niterói, às 11h e alguma coisa. Depois de algumas horas de burocracia e carro ainda enguiçado, a Ford pediu o chassi do meu carro pela primeira vez:
- Senhora, por favor, soletre o chassi do carro para podermos localizar no nosso cadastro.
- B de bola.
- B de bola.
- Nove.
- Nove.
- F de faca.
- F de faca.
- H de homem.
- H de homem...

(horas depois...)

- Senhora, por favor, soletre o chassi do carro para podermos localizar no nosso cadastro.
- B de bola.
- B de bola.
- Nove.
- Nove.
- F de Ford.
- F de Ford.
- H de hímem.
- H de hímem...

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

 

Ensinamento de boa-fé

Aproveito todas as deixas e ainda faço esse trabalho voluntário para as pessoas ostentando trajes, quase insultando a verdadeira essência da coisa toda. Coitada da Lapa, atualmente reduto de tais absurdos.
O trabalho consiste em apresentar para esses absurdos uma música composta por Chico Buarque, em 1977/1978, para a peça Ópera do Malandro, também escrita por ele. Música que iniciou um churrasco, onde fui responsável pelos sets. Profética, no mínino.




Homenagem ao malandro.

Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

 

Outra nota oficial.


Henry Miller sempre foi um apaixonado pela magia do pugilismo e destreza dos pugilitas, aquilo que levou, na minha opinião, a alcunha de boxe e boxeador. Não há quem não reconheça a importância de nomes como Éder Jofre, Maguila e, mais recente, Acelino Popó Freitas na história do pugilismo nacional.
Particularmente, esse universo de rosto deformado, agressão física gratuita e cinturão de campeão de idiotice nunca me fascinou de modo algum. Para mim, até hoje, o maior pugilista do universo foi aquele que ao enfrentar Mike Tyson, o otorrinofagista, se fez de morto no segundo round e optou por zelar pela própria caixa craniana.
Eu poderia agora discorrer sobre os males do álcool em excesso e inventar uma psicanálise picareta a respeito do comportamento e reação humana quando se estando em situações, por assim dizer, indignas, lamentáveis e desprezíveis.
A autora deste blog aproveita o ensejo para declarar total repúdio aos pugilistas e teóricos, mas afirma que, enquanto humana (morro de rir com esse expressão; realiza: "enquanto árvore"), admite a fraqueza inerente a toda criatura: tomou gosto pela coisa. E como diria Bruce Lee: seu queixo ama a minha mão direita, rolou uma química, pô, coisa de pele.
Sem mais.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

 

Bourbon Hotel São Paulo


Hotel formidável, onde nos hospedamos por 9 dias, localizado na Av. Dr. Vieira de Carvalho - que inicia no Largo do Arouche e termina na Praça da República -, em Vila Buarque, no Centro, próximo a praticamente tudo que o nosso roteiro propusera. Lá hospedada ainda havia uma delegação mexicana, que incialmente supomos velocistas, de policiais em treinamento, como nos contou o Adilson, o recepcionista gente boa da madrugada. Ah, sim: por ironia do destino, essa rua à noite virava reduto dos gays de São Paulo. Daqueles que de dia são João e de noite são Maria.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

 

São Paulo

Assim, quase como um ímpeto, me mandei para São Paulo na sexta-feira do dia 28 de julho e só voltei na terça, dia 8 de agosto. Se nenhum fato demasiado importante vier a acontecer ou nenhum digno da minha preocupação, farei uma semana, sem interrupção, com fotos e explicações do meu roteiro pela cidade de São Paulo. Tive como deliciosa companhia Julianna Sá, a colecionadora de primeiras edições de Caio Fernando Abreu, pelo lugar onde, segundo a Zelia Duncan e o vivido, a gente não consegue ficar indiferente e o amor é imprevisível. Como você e eu.

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