
Na saída da Sapucaí, o sambista imperiano Arlindo Cruz não resistiu e me pediu este registro.
Escrito por Marina Andrade 08:41
Estácio de Sá: samba reeditado, bom para quem está de volta, a escola disse a que veio, e que veio pra permanecer no Especial.
Império Serrano: alegorias bonitas, faltou grana para fantasias mais requintadas; samba bom mas fez um desfile morno, não empolgou, arquibancadas apáticas. Um banho de bateria. Lindo agogô.
Mangueira: veio lindíssima, luxuosas alegorias, com a exceção das duas últimas. Melhor samba-enredo deste carnaval, sem discussões. Sem Beth e sem Sargento. Luizito, na ausência do Jamelão, segurou muito bem o samba. Lindíssima comissão de frente regida por Carlinhos de Jesus. Preta Gil inexistente, - 1 de samba no pé.
Viradouro: do carnavalesco-sensação Paulo Barros, veio com os tais carros humanos, com um samba-enredo fraco mas que funcionou na avenida. Bateria em carro foi a grande marca. Porta-bandeira com aquela fantasia dura prejudicou a evolução do casal. Os fogos saídos da saia podem não ter agradado os jurados mais tradicionais. A comissão de frente por ser parecida com a da Mangueira pode prejudicar a escola.
Mocidade: fez um desfile morninho, com a exceção da maravilhosa comissão de frente. Samba fraco.
Vila: empolgou, mas no topo de um carro, as plumas de um destaque não passaram e acabaram despencando na frente dos jurados.
Porto da Pedra: samba bonito, mas a escola errou muito.
Unidos da Tijuca: enredo fantástico, samba nem tão fantástico assim. Sofre da sensação Paulo Barros, mas nada grave. A fórmula carros-humanos repetida exaustivamente pode cansar.
Salgueiro: desfile sensacional do início ao fim. Mas seria bom se o bom samba-enredo fosse em português.
Portela: faltou luxo, faltou riqueza, detalhes nos carros. Faltou uma águia de respeito. Os atletas empolgaram, mas a escola em si foi fraca. Fantasias aquém do esperado. Carros aquém do esperado. Enredo ruim. Lira gostosa na bateria.
Imperatiz Leopoldinense: fica ainda a dúvida se o enredo era mesmo a Noruega. Parecia mais sobre Chacrinha, ou sobre o bacalhau. O samba funcionou.
Grande Rio: enredo ruim, samba ruim. Bateria do Mestre Odilon em excelente performance.
Beija-Flor: a escola apresenta o mesmo samba-enredo há anos, ninguém agüenta mais, só o Neguinho da Beija-Flor. No mais, luxo e perfeição. Comissão de frente destoando.
Escrito por Marina Andrade 08:02
Depois do lendário "A música ganha" da Unidos da Tijuca em 2006, o cacófato da vez, que promete arrancar muitas risadas nesse Carnaval, é o inacreditável "mas cor não tenho" do bonito samba-enredo da Porto da Pedra.
Na Unidos do Projac, a preocupação fica por conta do "Um adeus a Meriti" que cantado vira "Uma deusa Meriti". Sobrou até para o afro do Salgueiro em "Saluba Nanã" que muitos juram ouvir "Salu banana".
"Caganha", "Cornão", "Deusa" e "Banana" à parte, o júri formador do quesito não tem sido benevolente com tais descuidos dos compositores.
Até os próximos cacófatos de 2008!
Escrito por Marina Andrade 04:38

Não poderia ter sido melhor a escolha do enredo para o Carnaval 2007 da União da Ilha do Governador. “Ripa na tulipa, Ilha!”, sobre a história da cerveja, resgata os antológicos desfiles insulanos que consagraram e eternizaram vários sambas na boca do povo.
Olhando para os carros alegóricos no barracão da escola, pode-se entender a expectativa em torno de um possível regresso e provável ao Grupo Especial.
E que tudo ocorra bem sábado na Sapucaí para que a Ilha tome novamente aquele porre, sem socorro, porque ela apenas estará feliz.
Escrito por Marina Andrade 19:12
O que poderia ser considerada a segunda divisão do carnaval carioca hoje é vista como uma espécie de terceiro dia do Grupo Especial, tamanho o crescimento de seus desfiles. No Rio de Janeiro, as escolas do Grupo de Acesso A têm crescido tanto que, em 2007, absorveu um grande número de profissionais que trabalhavam na elite do samba – sejam eles intérpretes, mestres de bateria ou carnavalescos.Fonte: Globo.com
Escrito por Marina Andrade 19:24

À direita: foto de José Cendón mostra as condições de hospitais psquiátricos na Á frica Subsaariana.

À esquerda: foto de Akintunde Akinleye sobre a explosão de um oleoduto na Nigéria.
Escrito por Marina Andrade 04:45