Cardiograma

Palpite e Diagnóstico. SAC: marinaandradedelima@gmail.com

domingo, 27 de maio de 2007

 

Não entendi o enredo desse samba, amor.

Frevo. Em pleno centenário de Cartola, a Mangueira vai falar do centenário do Frevo. Cartola está para Mangueira assim como Pelé está para o futebol, mas a Mangueira vai falar de Frevo.

Nem no New York Times deu...

Morreu Jurandir da Mangueira, compositor bamba da escola que carregava no sobrenome e autor do campeoníssimo Yes, Nós Temos Braguinha. Coincidência infeliz, há alguns dias resolvi aprofundar meus conhecimentos sobre a obra do sambista - que havia acabado de falecer e eu não sabia.


Creio que a vida talhou-a pra mim
Eu sou feliz por viver onde vivo
Pois em Mangueira a vida é assim

sexta-feira, 25 de maio de 2007

 

Para Flamenguista ver.

Depois de lançar duas coletâneas obrigatórias do Pasquim, a editora Desiderata acerta lá do meio da rua e lança uma reunião do melhor da produção de Henfil para o Jornal dos Sports.

Urubu, personagem criada na década de 70 por Henfil, representava um fiel termômetro dos muitos milhões de torcedores do rubro-negro carioca. Desde ácidas críticas ao time à gozação inevitável, as charges Henfil traziam no papel a opinião e a imparcialidade que as matérias não podiam mostrar.

A orelha é assinada por Zico, maior ídolo do Urubu e da torcida do Flamengo, que ganha esse presentão de 144 páginas retratando essas épocas de glória da aurora da vida rubro-negra.

Henfil - apelido originado de Henrique Filho -, que faleceu em 1988, deixou muito mais do que as chargeadas brigas com Elis Regina e o letal parentesco com o sociólogo Betinho, de quem era irmão de sangue e de hemofilia.

Graúna que o diga. Urubu que o diga.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

 

Pan

Prezado(a) Marina Andrade de Lima,

Recebemos a confirmação de seu pagamento do Documento de Arrecadação Caixa, referente ao pedido:

Ingressos: CERIMÔNIA DE ABERTURA - 1101
Ingressos: VOLEIBOL FEMININO - 1202
Ingressos: VOLEIBOL MASCULINO - 1214

Atenciosamente,
Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-Americanos RIO 2007

quarta-feira, 23 de maio de 2007

 

Festa de Momo.

Simplesmente me esqueci de contar que o enredo da Mangueira para 2008 já está decidido: Frevo.
Pode até sair bonita, dependendo exclusivamente do Max Lopes e do samba-enredo.

Nilo Figueiredo se reelegeu presidente da Portela.
Desde que ele entenda definitivamente a dimensão da águia, nenhuma objeção inicial.

terça-feira, 22 de maio de 2007

 

Treinar pra quê?


"Com alguma liberdade matemática, Romário nos apresentou sua milésima obra. Não foi uma obra-prima. Não houve o toque genial por cobertura, o elástico capaz de desarticular a espinha, o drible imprevisível, o toque malandro de bico. Não. Foi uma obra singela. Um pênalti cobrado com simplicidade, quase com desdém. A lenta corrida, a paradinha romária, o toque sem muita força à meia-altura. O goleiro Magrão caiu, cedo, para o lado esquerdo – e entrou para a história deitado."

Gustavo Poli.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

 

Formidável!


O tucano Serra apontando um fuzil belga FN 762 e achando tudo muito natural.
Como comentou o Tatá, fazendo uso de Noel Rosa, "Meu Deus do céu, que palpite infeliz".

quarta-feira, 16 de maio de 2007

 

Ai, Zeca Pagodinho...

Não foi só a Deborah Secco que esteve no primeiro show de Zeca Pagodinho cantando em ritmo de gafieira.
Eu também estive lá.

Zeca abriu os trabalhos cantando "Beija-me", canção ressuscitada pela Orquestra Imperial, e seguiu apresentando as músicas da sua Gafieira MTV.

As inevitáveis "Coração em desalinho", "Sambas pras moças" e "Deixa a vida me levar" entraram em cena alegrando um pouco o que até este ponto já parecia uma conferência de múmias. São os fãs nº1 que só conhecem "Verdade" e se irritam com quem vai a um show de samba para sambar. Vai entender...

Inexplicavelmente, a escolha do repertório excluiu "Pisei num despacho", uma das melhores músicas do cd Gafieira, e também deixou de fora "Tive sim", clássico do Cartola que caiu muito bem na voz de Zeca.


Bom mesmo foi a inesperada inclusão da maravilhosa "Saudade louca" e "Cabô, meu Pai".


Martinho da Vila foi da platéia ao palco devagar, devagarinho para dar um canja a pedido do próprio Zeca.

Subiu ao palco, bebeu o vinho - "em homenagem ao Papa" - e discretamente roubou a cena lembrando a todos que se tratava de um show de samba apenas cantando samba de verdade.

(Favor não confundir com apenas cantando o samba "Verdade". Em tempo: nada contra o samba, mas descobrir que ama demais já deu o que tinha que dar há muito tempo...)


Por fim, achei que saí no lucro por não ter ouvido "Caviar".

A parte grave: não se ouve mais a cozinha, a percussão; muito em breve não escutaremos nem mais a voz do próprio Zeca Pagodinho. Cadê o Rildo Hora?

terça-feira, 8 de maio de 2007

 

Mais uma vez, a alegria de ser rubro-negro.


















segunda-feira, 7 de maio de 2007

 

56

Enéas Carneiro, acredito, foi a figura mais folclórica da política brasileira.

Não aquele que chocou muitos quando apareceu sem seu órgão mais vital, a barba; e explicitando desde então alguns sinais da quimioterapia forte que devia estar fazendo no combate à leucemia.

Mas sim o Enéas sempre em quarto lugar nas muitas corridas presidenciais a que concorreu e que teve a insistência recompensada com a maior votação já recebida por um parlamentar, angariando diversos cargos para o PRONA, partido que fundou e ao qual foi fiel até os últimos fiapos da vasta barba.

Sentado sobre a não menos folclórica bomba atômica, Chico Caruso caricaturou este médico formado pela UFF, que por muito tempo alegrou nossas propagandas políticas bradando seu nome.

Os brasileiros fãs de horário político só têm a agradecer a este homem, que por muitos anos abasteceu nossas noites com boas risadas. 56!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

 

Colecionismo furado.

Dos 10 postais lançados pela Cerveja Mulata, apenas me falta 1. Quem tropeçar no postal acima, favor guardar carinhosamente para esta colecionadora que vos escreve. A recompensa pode ser o conteúdo da garrafa por conta da casa. Ou um efusivo agradecimento. Ou uma menção honrosa no Cardio. A combinar.


quinta-feira, 3 de maio de 2007

 

http://www.acervodoherminio.blogspot.com/

Se ainda há figuras vivas inquestionáveis na história da música, uma delas é Hermínio Bello de Carvalho, o maior agitador cultural que já tive notícia. Patrocinado pela Petrobrás, Hermínio abre as gavetas e expõe todo seu acervo. Listar tudo o que Hermínio fez em prol da música popular brasileira seria fazer o maior texto que esse espaço já teve. Basta citar sua vasta área de atuação: escritor, compositor, poeta e produtor musical - foi também colaborador do Pasquim, tecendo minúcias dos bastidores da Era do Rádio e confidenciando tudo o que viveu no meio de sambistas de alto pedrigree. Do Hermínio da Rádio MEC, para o Hermínio freqüentador do Zicartola, para o Hermínio do Rosa de Ouro. Quelé que o diga. Um culpado com dolo. Réu confesso. A quem esbarrar com Hermínio: agradeça mesmo sem saber por quê.

Arquivos

Outubro 2005   Novembro 2005   Dezembro 2005   Janeiro 2006   Fevereiro 2006   Março 2006   Abril 2006   Maio 2006   Junho 2006   Julho 2006   Agosto 2006   Setembro 2006   Outubro 2006   Novembro 2006   Dezembro 2006   Janeiro 2007   Fevereiro 2007   Março 2007   Abril 2007   Maio 2007   Junho 2007   Julho 2007   Agosto 2007   Setembro 2007   Outubro 2007   Janeiro 2008   Fevereiro 2008   Agosto 2008  

visitante(s) online
O Cardiograma é parceiro da Agenda do Samba e Choro

This page is powered by Blogger. Isn't yours?