Cardiograma

Palpite e Diagnóstico. SAC: marinaandradedelima@gmail.com

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

 

Todo mundo tenta...

Em 1992, mais uma máquina rubro-negra erguia a taça de Campeão Brasileiro. Era o quinto título do Flamengo ao longo da competição, e a torcida, à beira da loucura, gritava pelos anos seguintes a plenos pulmões a hegemonia incontestável: Todo mundo tenta, mas só o Flamengo é penta.

De lá pra cá, por longos 15 anos, a máxima foi repetida exaustivamente, exaltada sem dó, mas ao mesmo tempo camuflava a década e meia sem glórias de âmbito nacional, enquanto os outros times beliscavam um Brasileirão ali, um Brasileirão acolá.

Hoje, quarta-feira, 31 de outubro de 2007, a torcida do Flamengo está prestes a se despedir da condição exclusiva de campeão brasileiro por 5 vezes. Outrora esnobe, e com legítima razão, os rubro-negros hoje acordaram mais nostálgicos e tomaram uma média com choque de realidade no café-da-manhã.

A gozação tende a ganhar contornos eternos, principalmente pelo sempre contestado título da Copa União de 87 (coroação apenas questionada por aqueles que desconhecem a história da competição ou por puro recalque, é bom ressaltar). Pelo menos até que venha o Hexa.

Às 21:50, o São Paulo entra no campo no estádio do Morumbi, em casa, diante de sua eufórica torcida, para enfrentar o pior time de toda a história do Brasileirão, o América-RN, dependendo de apenas da vitória para sagrar-se Pentacampeão Brasileiro.

Como boa rubro-negra, me despeço desde já do - infelizmente, hoje percebo - duradouro bordão que me acompanhou por 15 anos, citando pela última vez, antes que não dê mais tempo: Todo mundo tenta, mas só o Flamengo é Penta! Saudações rubro-negras, questionadoras e nunca menos Penta por perder a exclusividade do título.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

 

Merrrrrrrrrrmo

Não tentem empurrar goela do povo brasileiro abaixo que o grande intelecto e aguçadíssimo bom-humor do nosso escritor best-seller Paul Rabbit foram determinantes para a nomeação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. No mais, final de Copa do Mundo no Maracanã é um projeto digno para juntar as merrecas que restam no fim do mês - se é que não sobra mês no seu salário.

domingo, 28 de outubro de 2007

 

Gabriel García Bernal

Aproveito a passagem do ator Gael García Bernal e a recente passagem do escritor Gabriel García Márquez pelo Brasil para confessar que, não raro, produzo todos os tipos possíveis de arranjos com os dois nomes ao tentar me referir a qualquer um dos dois.

- Você viu Amores Brutos, com o Gael García Márquez?

- Chegou a ler Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Bernal?

É muito difícil. Pior que isso, só mesmo o inesquecível Gabrília Mariela proferido por um amigo ligeiramente alcoolizado.


quarta-feira, 24 de outubro de 2007

 

2 anos de Cardiograma

Nessa data especial, quem veio parabenizar o Cardio por mais uma primavera foi a Mafalda, do hermano Quino.


terça-feira, 23 de outubro de 2007

 

Romário é o novo técnico do Vasco

Escalação para a próxima partida:
1. Peixe
2. Parceiro
3. Brother
4. Filé
5. Cumpadi
6. Mano
7. Chapa
8. Autarquia
9. Camarada
10. Responsa
11. Romário

Téc.: Self-service

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

 

Coitado do Drummond

Logo depois de ficar sem os óculos durante a passeata gay em Copacabana, Drummond ficou também sem o livro que oferecia ao amigo Mario Quintana em estátua na cidade de Porto Alegre. Em homenagem aos últimos acontecimentos, segue abaixo, no contexto, uma poesia deste que é maior ouvinte dos bêbados que circulam pelo calçadão:


Ausência (Carlos Drummond de Andrade)

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

domingo, 21 de outubro de 2007

 

Abril versus Mino Carta

Acerca, torna-se pertinente a comparação abaixo entre as duas revistas, Caros Amigos e Veja:

Caros Amigos:
• Tiragem: média de 48.000 exemplares
• Periodicidade: mensal

Veja:
• Tiragem: média de 1.000.000 exemplares
• Periodicidade: semanal

sábado, 20 de outubro de 2007

 

O que estão tentando fazer com o Che?

O que pretende a revista Veja com esse repugnante especial? O que pretende a Veja ao manipular grosseiramente uma das imagens mais reproduzidas sobre a face desta terra - que, não tenho dúvidas, ainda há de comer todos nós, inclusive todas as edições desse dejeto desinformativo - ao colocar uma estrela petista de ponta-cabeça na boina de Che Guevara?












A resposta foi imediata. E foi dada pela Caros Amigos, que publicou uma edição especial entitulada e divulgada pela própria revista como "O outro Che". Ainda não tive a oportunidade de ler, infelizmente. Na sala de espera do meu dentista não tem Caros Amigos.


sexta-feira, 19 de outubro de 2007

 

Desabafo oportuno

Li outro dia em alguma comunidade do Orkut o desabafo de um membro, perplexo diante da execução - a sangue frio - da Língua Portuguesa, a partir da proliferação descontrolada da mais nova aglutinação absurda da praça. Segue abaixo:

"Tem que ser muito ignorante pra escrever 'concerteza'. Se eu não tiver certeza, seria eu o sencerteza?"

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

 

Depois de Cartola, Noel.

Simpáticas bolachas de chopp promocionais andaram sendo distribuídas pelos bares da Lapa. Quem não prestou atenção, ou repousou o caneco em cima, perdeu um convite duplo para a estréia do filme "Noel - Poeta da Vila", de Ricardo Van Steen, que foi apresentado pela primeira vez durante o Festival do Rio de 2006, mas que só agora entra em cartaz.

A estréia rola no Odeon BR, dia 24/10, quarta-feira, às 21h. Não entra sem a bolacha e se lotar, lotou; portanto, recomenda-se chegar antes.

Com a ex-prostituta Bebel, Camila Pitanga, no elenco, é possível que apareça um sem-fim de Olavos na platéia. Ou seja, mais um motivo para antecipar a saída de casa.

Eu, como boa colecionadora de bolachas, guardei a minha com zelo.

sábado, 13 de outubro de 2007

 

O Rei do teatro


Paulo Autran, desde o minuto seguinte do falecimento, já começou a fazer falta.

domingo, 7 de outubro de 2007

 

Múúúúita vaca para pouca cidade

A quantidade de vaca espalhada pela cidade é assustadora. Pior do que a quantidade, só mesmo o nome atribuídos às estátuas: Cowpacabana, Ecowlógica, Mão-de-Vaca, Moolata, Top Múúúodel, entre outras pérolas. E a Vaca do Drummond, como se popularizou a representante intelectual da mostra, que sentou-se ao lado do poeta para folhear um livro, parece que angariou mais simpatia dos cariocas do que o próprio colega de banco. Só espero que, chegado o fim da parada, não resolvam tirar o Drummond dali. Mas é um tal de gente ordenhando estátua, que eu, sinceramente, não vejo a hora de testarem a versão verdadeira do animal pra ver se a receptividade será igual à dispensada para as de fibra de vidro. Também gostaria de aproveitar o gancho para sugerir um nome e um local para mais uma vaca: que tal uma em plena Praça da Bandeira, às 18h de sexta-feira, de nome Cows do Trânsito?

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

 

Novela nova, abertura nova.

Boa surpresa tive outro dia ao ouvir, por pura osmose, a música de abertura da nova novela das 8. "E vamos à luta", de Gonzaguinha. Cai bem na voz da Alcione (a antiga) e na voz do inigualável Roberto Ribeiro, como pode ser conferido aqui, em dueto com o próprio compositor.


terça-feira, 2 de outubro de 2007

 

É de perder o sapato - e a dignidade

Praticamente rompida com a minha Estação Primeira, cujo enredo escolhido para 2008, o ano do centenário de Cartola, é sobre o centenário do Frevo, vos digo num brado retumbante:

Em 2008, sou mais minha Ilha!

Mas se Vinicius disse que "amor só é bom se doer", quem sou eu para questionar... Abaixo, segue o registro indignado que a minha tão amada escola merece:

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

 

Mestre

Sábado tive mais um encontro com o caricaturista Lan, ao som de Walter Alfaiate, e ainda nem comentei sobre o primeiro, memorável e delicioso. Depois volto aqui para contar com a riqueza de detalhes que a ocasião merece.

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